Vestidos de branco

Vestidos de branco

A veste litúrgica tem uma grande importância. Dá ao sacerdote outra aparência exterior, introduz o povo num mundo diferente de festa e de contemplação, que só é visível aos olhos da fé.

A túnica branca, a alva, é a veste nupcial do mundo novo, símbolo da vida em Cristo. O Ancião da visão de Daniel já usava uma veste branca como a neve, prefigurando a de Cristo na transfiguração. O anjo anunciador da Ressurreição estava vestido com uma túnica branca. A túnica branca dos eleitos, que formam o cortejo de Cristo vencedor, e especialmente a dos mártires, é também a da esposa do Cordeiro, à qual foi concedido que se vestisse de linho fino e resplandecente. Também viria a impor-se como a veste cristã por excelência. É a veste branca do novo batizado, a túnica daquele que recebe a comunhão pela primeira vez, o vestido branco da jovem esposa. Durante muito tempo desejou-se andar vestido com ela para a levar para a morte. Convinha que a alva fosse a veste essencial das ordens sacras e de todos os ministros que se aproximam do altar.

Enquanto a alva é uma veste bíblica, as outras vestes litúrgicas provêm do vestuário civil usado no mundo romano dos séculos IV-VII. A casula do bispo e do presbítero é um manto redondo, muito amplo, que envolve todo o corpo. Era acima de tudo uma veste que se punha para sair. Quanto à dalmática do diácono, que o bispo também pode usar por baixo da casula, era uma veste de honra, menos ampla que a casula e com mangas, originária da Dalmácia.

As diversas cores da casula e da dalmática introduzem uma nota festiva à celebração. Elas adaptam-se à sucessão dos tempos do ano e às circunstâncias particulares. Se o branco é a cor pascal, o vermelho é a dos mártires.

Adaptado de Pierre Journel, A Missa Ontem e Hoje, SNL