Povo de pecadores, povo jubiloso

Povo de pecadores, povo jubiloso

“Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.” (Mt5,24)

Estando a assembleia reunida, o sacerdote juntamente com os ministros encaminha-se para o altar, enquanto se canta o cântico de entrada. Este cântico marca o início da celebração, favorece a união dos fiéis na fé e introduz-lhes o espírito no mistério do tempo litúrgico. Chegado ao presbitério, o sacerdote saúda o altar que representa Cristo, inclinando-se profundamente diante dele. Em sinal de veneração, beija-o e, se for oportuno, incensa-o.

Terminado o cântico, o sacerdote e toda a assembleia, fazem sobre si próprios o sinal da cruz. Este sinal lembra-nos que pela cruz de Cristo nos aproximamos da Santíssima Trindade. Em seguida, pela saudação, retirada na sua maioria dos cumprimentos de São Paulo, o sacerdote faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor. Com esta saudação e a resposta da assembleia manifesta-se o mistério da Igreja reunida. O encontro eucarístico é conduzido unicamente pelo amor de Deus mas é também encontro com os irmãos.

Com esta expressão de fé comum e desejo de estar com o Senhor, o sacerdote convida toda a assembleia, a, em silêncio, reconhecer-se pecadora e necessitada da misericórdia de Deus. Todos  a pedem em forma de ato de contrição: Confesso a Deus Todo-Poderoso...Segue-se a absolvição do sacerdote, pode ser substituído pela aspersão da água, que nos convida a recordar o compromisso assumido pelo batismo e pedirmos para sermos purificados. Como parte do ato penitencial, também é possível cantar o Kyrie eleison: com esta antiga expressão grega, aclamamos o Senhor, imploramos a sua misericórdia.

O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. O início deste hino - “Glória a Deus nas alturas” - retoma o cântico dos Anjos no nascimento de Jesus em Belém, anúncio jubiloso do abraço entre céu e terra. É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade, cantado ou recitado nas Missas dominicais, solenidades ou nas festas dos santos. No tempo do Advento e Quaresma não se reza nem se canta o Glória.

Em seguida, na Oração “Coleta” mediante o convite “oremos”, o sacerdote convida a assembleia a recolher-se com ele num momento de silêncio, para tomar consciência da presença de Deus e fazer emergir, no coração de cada um, as intenções pessoais com as quais participa na Missa.

Adaptado de Pierre Journel, A Missa Ontem e Hoje, SNL