Elevarei as mãos para Vós

Elevarei as mãos para Vós

O homem não reza só com o espírito; reza também com o corpo. A oração corporal exprime o respeito, a adoração, a admiração diante de Deus, mas também a súplica humilde do pecador, a paz e a alegria da intimidade com o Senhor. Ao exprimir tais sentimentos, a oração corporal enraíza-os no coração do crente.

A Bíblia está cheia de referências à oração corporal. Moisés, de braços abertos, ajuda o povo a alcançar a vitória. Judite, prostrando-se, suplica. Tobias e sua mulher adoram o Todo- poderoso, de rosto por terra. O salmista eleva as mãos para Deus. Esdras, ao regressar do exílio, apresenta ao povo o livro da Lei e a assembleia , sucessivamente, põe-se de pé, ajoelha, de mãos erguidas, e prosta -se de rosto por terra. David e toda a casa de Israel dançavam diante do Senhor, quando a arca sobe até Jerusalém.

Na celebração da Eucaristia, estar de pé é sinal de respeito. Pomo-nos de pé para acolher o sacerdote, para escutar o Evangelho, para nos unirmos à oração do presidente.

A prostração faz-se apenas nas ordenações, durante a invocação dos santos.

Ajoelhar é uma atitude de súplica intensa e de penitência. É também adoração, por exemplo no momento da consagração. A inclinação profunda e a genuflexão diante do Santíssimo Sacramento têm o mesmo significado. O povo senta-se para escutar a palavra de Deus, exceto ao Evangelho, e durante a homilia e a preparação dos dons. Bate-se no peito, em sinal de penitência, quando se diz o Confesso a Deus, e troca-se o abraço da paz, ou outro gesto de amizade, no momento de comungar.

O sacerdote ora , de braços abertos, durante as orações próprias do celebrante. Junta as mãos ao dizer certas orações em voz baixa. As mãos juntas são um sinal de dependência em relação ao Senhor.

Adaptado de Pierre Journel, A Missa Ontem e Hoje, SNL