Rito de Eleição: Ser Cristão, um apelo a viver em Comunidade

No passado dia 13 de fevereiro a Sé de Lisboa recebeu o Rito de Eleição dos Catecúmenos do Patriarcado de Lisboa.

Na cerimónia, D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, sublinhou que"“não se é cristão sozinho". Para D. Joaquim "Jesus chama-nos a sê-lo em comunidade, em povo, em Igreja. Embora Jesus esteja em toda a parte, é na Igreja que Ele nos dispensa a sua Palavra, a sua graça, os Sacramentos e a vida no Espírito".

Na sua homilia o bispo auxiliar de Lisboa reforçou a ideia de que "um cristão sem uma comunidade é um nómada sem raízes"- afirmou citando o papa Francisco. Deste modo desafiou os catecúmenos a prepararem-se para "serdes cristãos com raízes bem fundas. Cristãos profundamente enraizados em Cristo e no seu Corpo que é a Igreja, enriquecendo-a com a vossa vida e com os dons que o Senhor vos concedeu".

Ao explicar o Rito da Eleição D. Joaquim Mendes lembrou que este "corresponde a um tempo de purificação e de iluminação, em ordem aos Sacramentos de iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia. A Igreja elege-vos. Considera-vos idóneos para iniciardes uma preparação espiritual mais intensa para receberdes os Sacramentos de Iniciação cristã. E eleição é um gesto gratuito e amoroso de Jesus através da Igreja em relação a cada um e a cada uma de vós. Não é cristão quem quer, não é padre, frade, freira, bispo quem quer. É Jesus que escolhe, chama, elege, consagra, envia. Sois eleitos porque Jesus vos escolheu, poisou sobre vós o seu olhar e vos convida a estar com Ele e a segui-lo".

D. Joaquim Mendes concluiu afirmando que a "identidade cristã, sentido de pertença à Igreja comunidade e compromisso missionário é o que o Senhor espera de todos aqueles que Ele escolheu e que aderiram a Ele livremente pela fé e pelo Batismo".

Ser testemunha de Cristo nos novos irmãos: Uma alegria profunda

Maria de Fátima Alves Correia da Silva é catequista e prepara, "há muitos anos", adultos que querem pertencer "à Igreja de Jesus".

Ao Catequese.net esta catequista de Santo António dos Cavaleiros abordou, na primeira pessoa, a "alegria do trabalho de dois anos":

"Sempre que me desloco à Sé para levar um grupo para o Rito de Eleição dos Catecúmenos, é sempre muito gratificante, pois é fruto de um trabalho de dois anos onde falar de Jesus Cristo se torna para mim uma benção". Para Maria de Fátima os "doze" que preparou para este rito nos últimos dois anos fizeram-na experimentar "não só em cada candidato como em mim própria uma alegria contagiante no momento em que um a um assinaram o seu nome".

Este é o momento de "dar graças a Deus poder fazer parte de um grande número de cristãos que o Senhor confia para serem testemunhas da Sua palavra evangelizando muitos que procuram a felicidade só possível com o batismo".

Também os catecúmenos, em curtas declarações, mostraram-se alegres por se sentirem "eleitos pelo Senhor para a sua Igreja"  e com a certeza de que "a escolha feita há 2 anos era a certa". Para estes novos irmãos "foi inevitável a troca de abraços e sentir que juntos como um todo tínhamos percorrido um caminho que agora se iniciava, mas que não terminaria ali" e que o rito em que participavam "era mais do que uma simples cerimónia" mas "uma entrega, um estreitar de laços, uma certeza" que "nos enchia o coração e por entre os pingos da chuva, regressámos a casa de coração cheio".